A RMC ENGRENAGENS, foi fundada em 1958 por Rui Manuel da Conceição.
Tendo como primeira sede uns anexos da sua residência. O principal objectivo da altura era dar apoio a fábrica de cimento de
Maceira, onde o Sr. Rui tinha trabalhado até então.
Com o tempo surgiu uma grande dedicação as engrenagens, em especial a reparação destas. Dai a fabricação foi um pequeno
passo.
Actualmente com 16 funcionários a RMC ENGRENAGENS é liderada por Rui Santo e está a dar passos no sentido de modernizar a
maquinaria e os processos de fabrico. Com o objectivo de ter mais qualidade nos produtos e de baixar os prazos de entrega de
equipamentos fundamentais ao funcionamento de muitas empresas.
Nos últimos anos surgiu a possibilidade de fabricar caixas de velocidades para alguns tipos de competição. Neste momento
temos caixas de velocidades com engrenagens totalmente fabricadas por nós, com excelentes resultados nas diversas
modalidades do desporto automóvel.
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No dia 23 de Julho de 1918, nos Casais dos Ledos, concelho da Batalha, nasceu um menino, a quem sua mãe deu o nome
de Rui
Manuel.
Sendo uma criança igual a tantas outras, leva a sua infância de uma forma normal, mas evidenciando-se ser (como se dizia na
época) muito esperto. Assim, por bem, chega à escola primária numa época bastante reduzida dado, não ser habitual no meio
rural as crianças frequentarem a escola, evidenciando-se um aluno exemplar.
Conclui a 4ª classe com distinção, sendo o primeiro rapaz dessa aldeia a concluir este grau de ensino. Devo notar que fazia
todos os dias Casais dos Ledos, Batalha, a pé.
Nessa altura a vida é-lhe adversa, pois ficou sem sua mãe que faleceu deixando 2 filhos pequenos, Rui Manuel e António.
Daí em diante a sua vida torna-se diferente e como a família não era abastada, apenas com 12 anos teve de ir trabalhar,
sendo ainda uma criança.
O seu 1º emprego começa em Leiria e, assim durante um ano foi todos os dias a pé, tornando-se um aprendiz numa Serralharia
de Automóveis.
No ano seguinte, 1931, muda de emprego e vai para Porto de Mós., também para uma Oficina de Automóveis e Bicicletas, onde
era dada Instrução e Condução para obter cartas de condução.
Mostrando-se, Rui Manuel, atento e aprendendo depressa o seu ofício, é-lhe dada a possibilidade de ensinar o Código de
Estradas, sendo inédito um miúdo de 15 anos dar aulas a adultos. Nessa altura consegue que o patrão lhe seda uma bicicleta
por preço barato, o que faz dele o rapaz mais feliz do mundo, pois a bicicleta o vai aliviar no percurso de 30 e tal Kms.
Era um figurão.
Interrompe entretanto o seu ofício para cumprir a vida militar que faz em Tancos, mas a bicicleta era-lhe preciosa. Quando
regressa novamente, volta ao seu trabalho de mecânico e ^Óinstrutor^Ô.
Felizmente em 1937, consegue entrar como serralheiro-mecânico na Fábrica de Cimentos de Maceira, onde permaneceu até 1971.
Na época, já tinha constituído família e tinha uma filha, a minha irmã Clélia.
Constrói a sua casa com a ajuda da sua mulher Deolinda que durante o dia fazia blocos para que fossem colocados ao serão. Os
pregos eram feitos por ele mesmo, e, e os materiais eram reciclados para que o custo fosse menor.
Na década de 50 começa a fazer o que se chama hoje ^ÓBiscates^Ô, pois arranjava máquinas de costura, na vizinhança, mais
tarde começa a comercializar motores de rega e motocicletas.
Era já o seu espírito empreendedor.
Contudo, em 1958, resolve constituir a sua empresa, a quem deu o seu nome, Rui Manuel da Conceição. Fê-lo com a ajuda de um
colega de trabalho, o Sr. Febra, mas, continua a trabalhar na Cimenteira.
De dia a empresa tinha apenas um único empregado, o Sr. Sebastião, já reformado e seu amigo. Este trabalhava na única
máquina, da empresa, um Torno.
Todavia, os serões continuavam, com um pequeno grupo de funcionários que faziam part-time pela noite dentro. A iluminação
era sua invenção, pois na aldeia não havia luz eléctrica nessa época.
Primeiro utilizou um gerador e baterias, mais tarde, eram motores a gasóleo que produziam a energia eléctrica que era
necessária. Era cá uma barulheira, mas era preciso.
Nos anos 60 adquire uma fresadora onde, começou a trabalhar.
Todo o seu empreendorismo teve sempre dois objectivos muito definidos, o bem - estar da sua família. Mas, também o evoluir
da empresa de uma forma firme e sustentável.
O seu neto mais velho já lhe seguia as pisadas, diga-se de passagem todos eles gostavam de ir trabalhar na oficina, como
eles diziam.
Em 1984 constrói a actual oficina, tal como ainda é hoje. Na altura esta construção foi um grande feito, dada a conjuntura
politica e social, mas ele nunca teve medo de investir e acreditava.
Foi mais um patamar na sua vida profissional. O Rui Paulo passa a ser o seu braço direito. Hoje é o seguidor do avô e
gerente da empresa.
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